A
morte é o desapego
A
mudança
É
transcender para viver no infinito
É
o ponto seguido.
Todos
os dias morremos
Para
nascer
E
nascemos
Para
morrer
Ou,
às vezes, somos zumbis.
Todos
os dias e todo o momento
Morremos
Caminhamos
entre mortos-vivos
Mortos
pelas desesperanças
Mortos
pelas desilusões
Mortos
pelos desamores
Mortos
pelas dores
Mortos
pelas grades de nossas prisões.
Vivendo
uma morte taciturna
Com
corações de pedra
Que
um dia foram diamantes reluzentes.
Uma
pessoa não precisa perder o corpo
Para
que já esteja morta
Pois,
há tantos mortos que caminham entre nós.
A
morte é a celebração de
Nova
vida!
É
bela como aquarela
Pois,
nela há reflexão para o renascimento,
Para
novos passos
Para
sermos novas pessoas
Através
do desprendimento.
Quando
ela chega
Percebemos
que nada
É
tão importante
Mesmos
os tesouros que juntamos
Pois,
até eles se vão.
Como
aqueles que amamos
Se
vão
Se
vão pela vontade do PAI
Se
vão pela decepção
Se
vão pela circunstância
Apenas
se vão
Deixando
para trás
Lembranças
e corações frágeis.
E
por essas reflexões podemos ver
Como
a morte é algo tão presente
Pois,
vivemos na efemeridade dos momentos
E
das pessoas que cruzam nossas vidas.
O
amor verdadeiro é veraz
No
momento próprio
Outrora,
ele é fugaz.
Uma
palavra pode ser firme
No
momento próprio
Outrora,
ela é esvaída ao vento.
Um
pensamento pode ser convicto
No
momento próprio
Outrora,
ele é antagônico
Até
que se descubra novas vertentes
Para
construção sólida de novos.
Desses
exemplos o ser humano
Viverá
em busca incessante
Vivendo
Suas
alegrias e sucessos,
Suas
tristezas e frustrações
Assim
são os seres humanos
Mutantes
de suas próprias existências e convicções.
Eis
a morte de todas as vidas
E
que todos descansemos em paz.
RELICÁRIO DE SAFIRA
Por Rosângela Reis