Oh!
Criança tão sublime
Que
andas só pela estrada
Não
temes à vista do dia
Pois,
do futuro e do passado és guarda
No
presente és meu momento
Mais
importante
Que
almejo com fulgor
Tua
presença
Para
seguir seguro
Sem
preocupar-me
Com
os sinos que tocam
A
hora do equinócio
E
a tormenta anuncia.
Tu
és uma criança brincalhona
Que
balbúrdia transformas minha vida!
E
serena tomas minhas mãos
Mostrando-me
a saída.
Até
as mazelas que me acompanham
Fazes
questão de curar
Ainda
que eu sofra
Com
experiências vêm a noção de zelar.
Tu
que, aparentemente, és uma criança
Mostra-se
em sabedoria de um ancião
Vigia-me
como a coruja
Seguindo-me
até na escuridão
E
nas decisões
És
conciso para dizer:
-Continua
teu caminho
Que
amparar-te-ei no alvorecer.
Contudo,
és inexorável
Nas
vitórias ou nas perdas de meu viver
Vivo
correndo contra ti
E
na frente estás a socorrer.
Como
pareces tão longe de mim
E
ao meu lado caminhas sem eu perceber
Andarilho
das trilhas do espaço e do universo
Dono
dos incógnitos portais
Que
guardam todo o saber.
Quão
ínfima penso que sou
E
mostras-me a grandeza de meu valor
Reges
as leis fatais
Que
direciona mortais e imortais
Então,
o que faço?
Observo-te
a todo instante
Sem
saber se estás comigo
Ou
catando sombras
De
um mundo distante...
RELICÁRIO DE SAFIRA
Por Rosângela Reis
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