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07 agosto, 2016

CHRONOS



Oh! Criança tão sublime
Que andas só pela estrada
Não temes à vista do dia
Pois, do futuro e do passado és guarda

No presente és meu momento
Mais importante
Que almejo com fulgor
Tua presença
Para seguir seguro
Sem preocupar-me
Com os sinos que tocam
A hora do equinócio
E a tormenta anuncia.

Tu és uma criança brincalhona
Que balbúrdia transformas minha vida!
E serena tomas minhas mãos
Mostrando-me a saída.

Até as mazelas que me acompanham
Fazes questão de curar
Ainda que eu sofra
Com experiências vêm a noção de zelar.

Tu que, aparentemente, és uma criança
Mostra-se em sabedoria de um ancião
Vigia-me como a coruja
Seguindo-me até na escuridão

E nas decisões
És conciso para dizer:
-Continua teu caminho
Que amparar-te-ei no alvorecer.

Contudo, és inexorável
Nas vitórias ou nas perdas de meu viver
Vivo correndo contra ti
E na frente estás a socorrer.

Como pareces tão longe de mim
E ao meu lado caminhas sem eu perceber
Andarilho das trilhas do espaço e do universo
Dono dos incógnitos portais
Que guardam todo o saber.

Quão ínfima penso que sou
E mostras-me a grandeza de meu valor
Reges as leis fatais
Que direciona mortais e imortais
Então, o que faço?

Observo-te a todo instante
Sem saber se estás comigo
Ou catando sombras
De um mundo distante...





RELICÁRIO DE SAFIRA 
Por Rosângela Reis

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Autora: Rosângela Reis
Fonte: http://versoreversolivros.blogspot.com

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