Eu
sinto o que aparentemente é inóspito
Além
das estrelas do teu universo
Sou
explosão dos teus mais profundos segredos
Expressão
do teu SER obsoleto.
Tu
reprimes a mim nesta prisão sem muros
Dizes
que tenho liberdade!
Mas
meu clamor,
Meu
pranto
São
risos para te guiar.
Crês
que sou frágil
Porque
assim deixo-te pensar
Todavia,
se não fosse tua EMOÇÃO
Serias
só.
Para
quem viver
Senão,
para alguém que possas ser tu mesma?
Apesar
de minhas contestações
Pensas
que levo tudo ao vento...
Sou
tua maior admiradora!
Ouço-te
com atenção
Mesmo
sendo esta criança
Sou
tanto quanto a ti,
Tua
irmã
Então,
deixe-me viver
E
continue caminhando comigo.
Eu
vejo o que não contestas
Na
proximidade da geometria,
Matemática,
filosofia
Metodicamente
apresento-te a vida
Para
que no sofrimento
Compreendas
minha guarda.
Crês
que sou austera?
Faço
o melhor de mim
Porque
amo-te desta forma
Trigonométrica,
métrica...
Vivo
pelo teu bem
Para
ti todas as minhas atenções
Com
mesura cuido do teu caminhar
Sou
concisa para te mostrar
O
que necessitas para saber?
És
teimosa como eu
Por
isso, encorajo-te para seguir.
Replico
quando deves ouvir
E
assim mesmo sinto tua falta
Pois,
sou tanto quanto a ti,
Uma
criança
Contudo,
orgulhosa demais para admitir.
Analiso,
argumento, raciocino
E
a lógica é minha lei
Minha
morada
Que
derrubas como um castelo de cartas.
Tuas
peripécias irritam-me e confundem
Mas
sou a única que te compreende
Assim,
me terás sempre ao teu lado
Pois,
sou tua RAZÃO de viver.
RELICÁRIO DE SAFIRA
Por Rosângela Reis
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