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07 agosto, 2016

MONÓLOGO DE UM VIAJANTE

Sou um diamante raro
Que não tem sua origem
Neste mundo
Venho de outros mundos
Pertenço a muitos mundos
E estou de passagem
Passeando na corda bamba
Da linha do infinito.
No espaço livre
Sem teto
Sem chão
Então,
Sem preocupação.
Pois, o universo é seguro
No inverso da minha fragilidade
E no reverso de minha fortaleza.
As paredes são cognatas
Incógnitas ilusões dos meus pensamentos.
Leitura animada
De um universo à parte
De muitas probabilidades.
De portas brancas
De início
De portas negras
De fim.
Um ciclo.
Um círculo.
Interminável
Inevitável
Inexorável
Infinitamente amável.
Um amor vívido
Um amor lancinante
E uma alegria que ruboriza
Mas, prisioneira
De uma tristeza leviana
Em momento ínfimo
Perante a grandeza do Eterno.




RELICÁRIO DE SAFIRA 
Por Rosângela Reis

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Autora: Rosângela Reis
Fonte: http://versoreversolivros.blogspot.com

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