Outrora,
eu era uma anciã em neófita inocência.
Hoje,
sou uma jovem em ascensão ao pó que se esvai no tempo.
Procuro
não mais as respostas, e sim, as perguntas que instigam a veracidade
da vida.
Ora,
prefiro as perguntas do que as respostas que possam limitar minha
existência, sorvada pela magia do tempo de cada espaço que ocupo
no universo.
Não
desdenho as respostas. Almejo-as vorazmente!
Contudo,
permito que venham me visitar e não se tornem algozes de minha alma.
A
verossímia sabedoria está no ato de respirar, encher, preencher e
não absorver a totalidade. A lembrança original seja pertinaz ao
fim.
Sinta!
Aspire a inspiração da expiração.
“Live
and let die”
RELICÁRIO DE SAFIRA
Por Rosângela Reis
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