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08 agosto, 2016

O POETA

Este é a própria poesia
Ele pinta, dança
Se veste de versos
É o autor de seu próprio palco.
Assim como a pintura das águas
No chafariz faz um balé
Ocupa seu espaço no quadro
E esquadros de perfeito movimento
Como explicar seu sentimento?
Com a eloquência dos circenses
Que trazem alegria
Emoção de viver
Um plano tão peculiar ao poeta
Como identificar sua hora de inspiração?
Se ele mesmo a carrega no coração
No pensamento de Hegel a beleza está em quem tem o dom de sentí-la.
Ademais, o poeta aprecia
Se comove
E mais que isso
Contempla!
O poeta é uma peculiaridade poética.
Por seus pensamentos, movimentos
Suas indagações, reflexões
Como saber?
Virtudes inatas?
A hora da alegria
Da melancolia
Como saber?
Ninguém, alguém talvez
Num instante,
Todo momento,
É parcial,
Às vezes, conciso,
Ora evasivo
Depende de quem faz sua leitura.
Ele é a sombra na multidão
Que observa, revela
Coisas...
A beleza, a tristeza
Conclamados nos semblantes
Que disfarçam, acabam.
Como a vida
O poeta flutua
E quando distante
Sente
Quando perto
Teme porque sente
Então, continua seguindo
Sozinho entre tantos que caminham.




RELICÁRIO DE SAFIRA 
Por Rosângela Reis

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Autora: Rosângela Reis
Fonte: http://versoreversolivros.blogspot.com

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