Este
é a própria poesia
Ele
pinta, dança
Se
veste de versos
É
o autor de seu próprio palco.
Assim
como a pintura das águas
No
chafariz faz um balé
Ocupa
seu espaço no quadro
E
esquadros de perfeito movimento
Como
explicar seu sentimento?
Com
a eloquência dos circenses
Que
trazem alegria
Emoção
de viver
Um
plano tão peculiar ao poeta
Como
identificar sua hora de inspiração?
Se
ele mesmo a carrega no coração
No
pensamento de Hegel a beleza está em quem tem o dom de sentí-la.
Ademais,
o poeta aprecia
Se
comove
E
mais que isso
Contempla!
O
poeta é uma peculiaridade poética.
Por
seus pensamentos, movimentos
Suas
indagações, reflexões
Como
saber?
Virtudes
inatas?
A
hora da alegria
Da
melancolia
Como
saber?
Ninguém,
alguém talvez
Num
instante,
Todo
momento,
É
parcial,
Às
vezes, conciso,
Ora
evasivo
Depende
de quem faz sua leitura.
Ele
é a sombra na multidão
Que
observa, revela
Coisas...
A
beleza, a tristeza
Conclamados
nos semblantes
Que
disfarçam, acabam.
Como
a vida
O
poeta flutua
E
quando distante
Sente
Quando
perto
Teme
porque sente
Então,
continua seguindo
Sozinho
entre tantos que caminham.
RELICÁRIO DE SAFIRA
Por Rosângela Reis
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