Aonde
vão?
Transeuntes
que passam
Nesta
rua corriqueira das pinturas
Dos
rostos, dos gestos
Notórias
conversas
Adornadas
de costumes
Algo
tão peculiar e tão comum
Entre
aqueles simpáticos semblantes.
Estão
tão próximas pela cumplicidade
E
tão longínquas nos pensamentos
Devaneios
que não lhes permite
Observar
a profundidade de outras
Senão,
as de si mesmas.
No
âmago de seu universo
Tentam
compreender o espaço
Das
vidas efêmeras na sua complexidade
Imutáveis
em sua busca
Das
indagações, dos mistérios
Daqueles
que passam na rua estreita
Na
avenida dos descobrimentos.
Tocam-se
nos milésimos de segundos
De
sua pressa
Sem
perceber a ventura de conhecer
O
cumprimento harmônico do encontro
De
tudo que passa
As
pessoas passam, passam, passam
E
bem-aventurados são aqueles
Que
reconhecem no outro o amor de nosso PAI.
RELICÁRIO DE SAFIRA
Por Rosângela Reis
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