Era uma vez um homem e sua história.
Sua insígnia faz alusão ao sagrado, um ágape de
comunhão milagrosa. Não obstante, sua origem não nasce em berço de ouro ou
auspicioso.
Ele fora apresentado a este mundo em um saco de
estopa em meio aos dejetos descartados da sociedade. Entretanto, aos anjos foi conferido e criado
com caldo de caridade e o que encontrasse. Catou lixo, comeu lixo, sobreviveu
ao lixo.
Este vencedor cresceu e se fortaleceu em uma alma de
sucesso. Porém, envolvido em luxúria de suas várias paixões sem deveras jamais
ter alcançado a compreensão elevada de sentir. E ainda hoje, arrebata corações.
E mesmo sob intempéries, dependente da bondade
alheia, informou-se e formou-se nas leis demarcando sua prosperidade diante à
luta e superação que a vida o impunha. Ele não aprendeu a escrever, mas arrisca
rabiscar eventualmente sua inabilidade frágil na tecla da modernidade. E ainda que,
sem o domínio das letras, sua famigerada personalidade efusiva confere-lhe o hobby de solicitas participações como comentarista em rádios e em rodas de amizades.
Esta é uma breve narrativa biográfica de um homem
que não tem sua existência nesse mundo ordinariamente registrada, contudo, sua
marca ele mesmo assina para a posteridade.
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